quarta-feira, 9 de abril de 2008

Vida

A única certeza que temos, ou que deveríamos ter, é a de que vamos morrer. Digo que deveríamos ter porque muitos agem como se fossem viver para sempre. Desperdiçam suas vidas, deixam o tempo se esvair como se restassem séculos de vida para serem vividos. Na verdade, nem um século de vida temos pela frente, nem mesmo sabemos se temos uma década, um ano ou um dia.

Todos morreremos. Existem apenas algumas diferenças: quando e como. Posso morrer de velhice daqui a 60 anos, posso morrer de doença ano que vem, posso sofrer um acidente a qualquer momento. Quando e como.

Mas existe uma outra diferença fundamental. Algo que realmente importa, muito mais do que o modo como morreremos ou o momento em que a fatalidade virá. A grande diferença é o que fazemos daqui até lá.

Agora estou vivo, um dia morrerei. O que vou fazer nesse intervalo? Como vou viver meus dias? Passarei o tempo fazendo planos ou vivendo cada minuto como se fosse o último? Me fecharei dentro do meu mundinho particular, alheio ao mundo exterior, ou me doarei, fazendo tudo o que estiver ao meu alcance para ajudar os que me cercam? Que legado deixarei?

Se bem não faço idéia do que é certo ou errado no modo de viver nossos dias, uma coisa é clara para mim: temos que pensar no assunto, encarar a morte de frente e tomar uma decisão. Não podemos simplesmente ir vivendo, precisamos tomar posições e viver com intenção. Viver com intenção. A morte vai chegar e isso é uma lição. E lembre-se, a morte não avisa, ela simplesmente chega.

Viva cada instante como se fosse único. Até porque... é único!

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