Palavras fluem, às vezes espontaneamente. A beleza delas é variável. A inspiração parece externa, como se fosse alheia ao próprio pensamento. Varia conforme o ambiente, conforme o humor, conforme o nível de fantasia do dia. Aliás, este é um ponto fundamental: a fantasia.
Eu sou evidentemente movido a fantasia – me alimento dela. Se estou enfraquecido, emocionalmente instável ou desanimado, busco a fantasia e ela me restaura. Quanto mais viajo em devaneios e contos, mais me restabeleço. Isso faz parte de mim desde pequeno, eu apenas nunca tinha me dado conta de tal fato.
As fantasias podem ir da mais simples realização diária – um pequeno desafio dando certo – até as mais fantásticas, povoadas de bruxos e dragões. Podem estar no presente, no passado ou no futuro. Podem ser deste mundo ou de mundos alternativos. Podem competir com O Hobbit ou com Jason Bourne. Podem conter sabedoria e aprendizados ou podem acelerar-se em ações e aventuras das mais "bondianas".
Agora me deleito com uma nova forma (nova para mim) de viver essas fantasias: o papel. Claro, hoje é a tela do computador, mas o simbolismo do papel é mais rico. É nesse espaço branco, livre, disponível, que posso expressar as loucuras que pululam em minha mente. Aqui encontro uma via que deixa as palavras fluírem. Aqui a inspiração se torna realidade. Aqui tenho uma forma alternativa de (simplesmente) ser.
terça-feira, 1 de abril de 2008
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