A única certeza que temos, ou que deveríamos ter, é a de que vamos morrer. Digo que deveríamos ter porque muitos agem como se fossem viver para sempre. Desperdiçam suas vidas, deixam o tempo se esvair como se restassem séculos de vida para serem vividos. Na verdade, nem um século de vida temos pela frente, nem mesmo sabemos se temos uma década, um ano ou um dia.
Todos morreremos. Existem apenas algumas diferenças: quando e como. Posso morrer de velhice daqui a 60 anos, posso morrer de doença ano que vem, posso sofrer um acidente a qualquer momento. Quando e como.
Mas existe uma outra diferença fundamental. Algo que realmente importa, muito mais do que o modo como morreremos ou o momento em que a fatalidade virá. A grande diferença é o que fazemos daqui até lá.
Agora estou vivo, um dia morrerei. O que vou fazer nesse intervalo? Como vou viver meus dias? Passarei o tempo fazendo planos ou vivendo cada minuto como se fosse o último? Me fecharei dentro do meu mundinho particular, alheio ao mundo exterior, ou me doarei, fazendo tudo o que estiver ao meu alcance para ajudar os que me cercam? Que legado deixarei?
Se bem não faço idéia do que é certo ou errado no modo de viver nossos dias, uma coisa é clara para mim: temos que pensar no assunto, encarar a morte de frente e tomar uma decisão. Não podemos simplesmente ir vivendo, precisamos tomar posições e viver com intenção. Viver com intenção. A morte vai chegar e isso é uma lição. E lembre-se, a morte não avisa, ela simplesmente chega.
Viva cada instante como se fosse único. Até porque... é único!
quarta-feira, 9 de abril de 2008
terça-feira, 1 de abril de 2008
Alimento
Palavras fluem, às vezes espontaneamente. A beleza delas é variável. A inspiração parece externa, como se fosse alheia ao próprio pensamento. Varia conforme o ambiente, conforme o humor, conforme o nível de fantasia do dia. Aliás, este é um ponto fundamental: a fantasia.
Eu sou evidentemente movido a fantasia – me alimento dela. Se estou enfraquecido, emocionalmente instável ou desanimado, busco a fantasia e ela me restaura. Quanto mais viajo em devaneios e contos, mais me restabeleço. Isso faz parte de mim desde pequeno, eu apenas nunca tinha me dado conta de tal fato.
As fantasias podem ir da mais simples realização diária – um pequeno desafio dando certo – até as mais fantásticas, povoadas de bruxos e dragões. Podem estar no presente, no passado ou no futuro. Podem ser deste mundo ou de mundos alternativos. Podem competir com O Hobbit ou com Jason Bourne. Podem conter sabedoria e aprendizados ou podem acelerar-se em ações e aventuras das mais "bondianas".
Agora me deleito com uma nova forma (nova para mim) de viver essas fantasias: o papel. Claro, hoje é a tela do computador, mas o simbolismo do papel é mais rico. É nesse espaço branco, livre, disponível, que posso expressar as loucuras que pululam em minha mente. Aqui encontro uma via que deixa as palavras fluírem. Aqui a inspiração se torna realidade. Aqui tenho uma forma alternativa de (simplesmente) ser.
Eu sou evidentemente movido a fantasia – me alimento dela. Se estou enfraquecido, emocionalmente instável ou desanimado, busco a fantasia e ela me restaura. Quanto mais viajo em devaneios e contos, mais me restabeleço. Isso faz parte de mim desde pequeno, eu apenas nunca tinha me dado conta de tal fato.
As fantasias podem ir da mais simples realização diária – um pequeno desafio dando certo – até as mais fantásticas, povoadas de bruxos e dragões. Podem estar no presente, no passado ou no futuro. Podem ser deste mundo ou de mundos alternativos. Podem competir com O Hobbit ou com Jason Bourne. Podem conter sabedoria e aprendizados ou podem acelerar-se em ações e aventuras das mais "bondianas".
Agora me deleito com uma nova forma (nova para mim) de viver essas fantasias: o papel. Claro, hoje é a tela do computador, mas o simbolismo do papel é mais rico. É nesse espaço branco, livre, disponível, que posso expressar as loucuras que pululam em minha mente. Aqui encontro uma via que deixa as palavras fluírem. Aqui a inspiração se torna realidade. Aqui tenho uma forma alternativa de (simplesmente) ser.
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